A nossa história começa com a criação de uma comissão de reflexão e ação social, para refletir as ações sociais da Arquidiocese de Maringá, quando, o Conselho Arquidiocesano de Pastoral, organismo da estrutura hierárquica da Arquidiocese de Maringá para estruturar a ação social e de evangelização, constatou que embora se tinha muitas ações sendo desenvolvidas pelas diversas pastorais, movimentos e organismos espalhados nas 53 paróquias da Arquidiocese, as ações aconteciam de maneira isolada e fragmentada, o que diminuía o alcance dos seus resultados. Constatação esta, que se deu após o estudo do documento “Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil”, documento publicado a fim de servir de orientação para o planejamento da ação pastoral da Igreja Católica no período 2003-2006 e resultante da 41ª Assembléia da CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil,
Diante disto, o Conselho numa de suas reuniões resolveu pela criação desta comissão especial com o objetivo de ordenar, sistematizar e otimizar a ação pastoral da Arquidiocese. Esta comissão era composta por representantes das seguintes Pastorais e Movimentos: Comissão de Serviço da Arquidiocese, Apostolado da Oração, Escola Teológica para Cristãos Leigos, Pastoral da Educação, Pastoral da Saúde, Pastoral da Juventude, CEB´S, Grupos de Reflexão, por alguns padres e religiosos da Arquidiocese, além de outros Profissionais Liberais representando os leigos.
Para dar inicio as suas atividades, a Comissão contou com subsidio financeiro e material de várias paróquias da Diocese, bem como disponibilização de espaço físico e de pessoal para sistematizar e encaminhar as elaborações da Comissão. Uma das primeiras atividades da Comissão de Reflexão e Ação Social foi o levantamento de dados em todo o Brasil de Projetos Sociais que foram exitosos em seus objetivos, a fim de que esse estudo pudesse sinalizar alternativas e possibilidades para as iniciativas já existentes na Arquidiocese.
Após o estudo, a Comissão como bem vislumbrava, visualizou que seria possível a médio e longo prazo, efetivar ações sociais de maneira consistentes e articuladas na Arquidiocese, entretanto necessitaria ampliar o grupo, capacitar e dar autonomia para sua atuação para além dos vínculos com a Igreja, contudo que seus trabalhos fossem sempre subsidiados pelos valores e princípios cristãos. Percebeu-se ainda a necessidade de um grupo de pessoas atuante nos conflitos sociais e altamente crítico, para que assim pudesse contribuir no debate dos diversos temas que afligem a sociedade, especialmente no que tange a defesa dos direitos humanos.
E foi desta necessidade de ampliar e de fortalecer a Doutrina Social da Igreja, que a Comissão de Reflexão e Ação Social, em 2005, deu lugar ao surgimento da ARAS – Associação de Reflexão e Ação Social, com o papel de refletir, formar e atuar por uma sociedade igualitária e sustentável a luz dos princípios cristãos, representando o papel da Igreja frente as situações de violação de direitos sociais, fontes de conflito e de ameaças à paz e a dignidade humana.